CAVALOS ENTUSIASMADOS

Textos, fotos e filosofanças de Claudia e amigos sobre o mundo dos cavalos, e os mundos aos quais o cavalo nos leva.

02 02UTC nov 02UTC PM

CONSEGUIR, ENTENDER, QUERER

 

 

Não tenho montado tanto em 2009 quanto eu gostaria. Os fiéis seguidores do blog lembrarão de minhas resoluções de ano novo – eu diria que minha equitação melhorou em qualidade, mas nem tanto em quantidade. Tanto que por ora meio desencanei de “treinar para entrar em provas”, seja salto, CCE, enduro… agenda, dinheiro, compromissos, não está muito fácil conciliar tudo isso. Talvez qualquer hora mude, mas por enquanto está assim.

 

Então, tento deixar os cavalos “semper parata”, sempre alertas para qualquer eventualidade, ao menos em minha imaginação. Um tantinho de condicionamento físico, um pouco de salto, um tanto de adestramento, e outras coisas diferentes, trabalho de chão, passeios, guia… não estou trabalhando com o calendário da data-alvo à frente, mas para ter qualidade constante, ainda que com nível de exigência ligeiramente menor, por causa da inconstância do regime de trabalho. Neste processo, descobri que a qualidade mais importante dos cavalos, ao menos neste patamar de utilização, não é o condicionamento físico, nem sequer o preparo técnico, e sim, o estado de prontidão mental.

 

E creio que isto se aplica a uma grande parte, senão à maioria, dos cavalos leitores deste blog…. hehehe, é claro, dos cavalos dos leitores deste blog. Os cavalos de amadores, aqueles que trabalham três a quatro vezes por semana (ou até uma ou duas); os que pulam provas baixas há muitos anos, os animais de passeio, os cavalos de escolinha… eles sabem muito bem o que têm que fazer, não lhes falta força ou resistência para fazê-lo. Mas quantas vezes eles “não estão a fim” daquilo que lhes pedimos? E esta falta de motivação tem duas causas principais: excesso de tédio e excesso de tensão. Estou pressupondo animais com saúde normal, livres de fome, dores crônicas, cavaleiros incapazes…  penso no indivíduo médio dentre cavaleiros e cavalos de lazer e de esporte amador.

 

Como vocês sabem, a Paula esteve com a gente aqui no Brasil durante algumas semanas, e uma das coisas que lhe pedi foi que ela fizesse algumas fotos, para meu uso próprio, do Zacarias correndo em liberdade. Na tarde que reservamos para estas fotos, pensei que seria necessária uma grande produção, com chocalhos e capas esvoaçantes, para tirar um tantinho de movimentação brilhante do meu cavalinho sempre pacato. Foi uma surpresa constatar que bastou soltá-lo na pista para que desse voltas e mais voltas em desabalada correira, esticando as pernas e embandeirando a cauda, sem nenhum estímulo maior de minha parte. Isso aconteceu após uns quatro ou cinco dias sem trabalho montado por causa de viagens, agenda, chuvas (quem dos meus colegas cavaleiros não sofreu com a chuva durante este fim de verão e início de primavera??) – mas mesmo assim, o cavalo era solto diariamente, tanto no piquete pequeno quanto, por algumas horas, na pastagem maior, na companhia de outros cavalos. A minha surpresa foi constatar que, contrário ao que eu imaginara, isto não era o bastante para que ele dissipasse a energia acumulada.

Zack fazendo alongamento antes do trabalho…

(C) da foto: PAULA DA SILVA

 

Enquanto olhava meu “PSI portátil” solto, brincando num trote que era quase uma passage (em contrapartida ao nosso trote montado bem medíocre…), fiquei pensando  -  “como exigir que ele focalize no trabalho, em descontração e obediência e todo o resto, se está tão cheio de gás?” Quanto da costumeira tensão dele, do ranger de dentes, do dorso contraído e das resistências de frente, viriam tão-somente de falta de prontidão mental e emocional, conflitando com a necessidade imperiosa de obedecer ao cavaleiro, que incutimos em nossos cavalos desde a mais tenra idade? Até que ponto as várias dimensões do meu cavalo – a física, a técnica, a emocional – estariam desalinhadas num conflito de interesses?

 

Desde aquele dia, comecei a me disciplinar para soltar o cavalo na pista antes de encilhá-lo – há dias em que ele corre mais, outros menos. Às vezes brinca com os outros cavalos por cima da cerca, às vezes se espoja na areia. Sempre significa um investimento de tempo de uns quinze minutos, entre soltá-lo, deixá-lo brincar, recolhê-lo, levá-lo de volta à cocheira para encilhar – tempo que quase sempre, por causa da bendita agenda mencionada lá no começo, tenho que descontar do trabalho montado: quarenta minutos em vez de uma hora. Mas já descobri que são minutos que se transformam em quality time. Depois que concedi ao meu cavalo este tempinho só dele, ele está mais preparado para se submeter a mim, para se dedicar, com concentração e descontração (uma contradição apenas aparente…) aos exercícios que a ele solicito.  Na verdade é uma coisa que eu já sabia: se o cavalo não está A FIM DE FAZER o que peço a ele, todo o resto é inútil.

 

Ontem, terça-feira. Chuva, viagem de trabalho, crise no meu joelho problemático: cinco dias sem montar o Zaca. Fim de tarde – restava pouco tempo de luz. Pistas encharcadas. Mesmo assim, levei-o à pista maior e o soltei.  Ele deu uma volta a galope, só areia pesada voando. Deixei-o lá sozinho, desci a pé para buscar o material, voltei depois de alguns minutos. Recebi então um presente: Zack no outro extremo da pista, a uns cem metros (é uma pista bem grande…), levanta a cabeça quando me aproximo e vem ao meu encontro a trote, só parando ao alcance de minha mão. (Nunca tem alguém por perto quando essas coisas acontecem…!) Mas… meu alazão  resolvera dar aquela roladinha e se transformara num cavalo empanado, sem um centímetro quadrado de pele limpa. A escova que trouxera comigo, não foi capaz de fazer frente a tanta areia misturada com terra. Dane-se, não tinha ninguém olhando mesmo, limpei como deu o dorso e a região da barrigueira, encilhei e montei. Foram quarenta minutos de um trabalho cheio de energia, porém controlado e focado; “boa vontade” é o termo que me vem a mente. Trote vindo de trás, galope cadenciado com um mínimo de interferência de minha parte. Sem tropeços na pista irregular e pesada, sem tossidas e engasgos do meu cavalo que, apesar da cirurgia, carregará para o resto da vida as sequelas da hemiplegia de laringe. Há poucas semanas, tossir e tropeçar eram ocorrências comuns, nestes trabalhos corridos de fim-de-tarde – e finalmente entendi que não há para estes problemas cura técnica ou física enquanto a causa principal for a tensão mental. (Ok, também admito que nunca na vida eu havia montado um cavalo tão sujo.)

Sei que estou me repetindo. Mas pense nisso: até que ponto seus problemas estariam resolvidos se seu cavalo estivesse, apenas e simplesmente, calmo, focado e com boa vontade em relação àquilo que você pede a ele? Como seria nosso mundo de cavaleiros, se pudéssem pedir “por favor” com um sorriso para os nossos cavalos, e eles respondessem “sim”, também sorrindo, sem forçação de barra nem nada? Claro que o sorriso aqui não é com os lábios e sim… com todo o corpo, toda a mente, toda a alma. Mas isso vocês já sabiam.

 

 

Fim do dia de trabalho… 

(C) da foto: PAULA DA SILVA

criado por leschonski    12:13 — Arquivado em: Sem categoria

15 15UTC out 15UTC PM

AMOR E COMPETÊNCIA

Oi amigos,

 Quem me conhece sabe o quanto prezo e defendo a boa atitude profissional, tanto no mundo do cavalo como nas outras áreas. Sempre que o empirismo (ou charlatanismo) ameaça tanto profissionais quanto clientes, a primeira coisa ameaçada é a segurança e o bem-estar de inocentes – em especial, de crianças e animais sob nossa responsabilidade.

 Há algum tempo, soltei um desabafo a este respeito num dos fóruns virtuais de que participo, e tive algumas respostas bem interessantes, que, com a licença dos autores, gostaria de compartilhar com vocês.

 No fim, é sempre a mesma coisa – usem o bom senso. Tratem os outros como vocês gostariam de ser tratados. Não esqueçam de que “não existe almoço grátis” – ou seja, pelo menos neste contexto, não existe pó de pirlimpimpim. Fico me perguntando até que ponto esta nossa atitude mágico-ingênua perante a vida é alimentada pelos profissionais de marketing, que ficam nos instilando idéias do tipo “o cartão de crédito realiza seus sonhos”, “cerveja faz você ser uma pessoa descolada”, “ter o carro do ano faz você ser um cara gostoso”.

 Leiam, pensem, mandem suas opiniões! J

 Abraços,

 Claudia

  

 Claudia e Athora… a minha cara braba é por causa do vento frio!! ;)

FOTO (c): LU VARGAS

………………………..

 

 O bom cavalo atleta tem no mínimo três dimensões: física, técnica e emocional, que precisam ser abordadas tanto nas sessões de treinamento quanto na rotina diária do cavalo (manejo). Condicionamento físico e treinamento técnico se complementam, mas um não é substituto para o outro. E condicionamento físico precisa ser feito com muito critério para não causar lesões. Condicionamento físico feito por pessoas não-qualificadas (excesso de trabalho, pouco trabalho, piso inadequado, abuso de recursos tais como andadores mecânicos, natação, trabalho de guia, picadores que não sabem montar, etc…) ainda que “pareça” atender aos aspectos físicos, pode causar lesões, além de ser PERIGOSO para o aspecto emocional – e poder prejudicar a parte técnica. Por exemplo, se um cavalo tiver tendência a pescoço invertido, o condicionamento físico sem levar em conta este aspecto deixará o “pescoço errado” cada vez mais fortalecido, e em consequência, o posicionamento correto será cada vez mais difícil e dolorido para o cavalo, entrando-se num círculo vicioso cuja correção poderá levar anos, se é que será possível.

 É complicado? Claro que sim. Por isso precisamos de pessoal qualificado. Vou citar um exemplo de outra área que me ocorre com frequência, creio que cada um terá exemplos similares em sua respectiva profissão.

Como veterinária tendo dedicado 30 anos de vida e de profissão aos cavalos, sinto-me mais ou menos ofendida toda vez que alguém diz algo do tipo - “ah, eu perguntei pro balconista e ele mandou dar essa injeção aí” - “pra castrar chamo o prático que é muito melhor que veterinário” - “preciso urgente uma informação por e-mail, pois não tenho condições de chamar o veterinário”… e por aí vai. Toda vez que alguém está fazendo pouco caso do conhecimento técnico específico, está como que chamando de burras as pessoas que são profissionais especializados no assunto. (Claro que quanto mais qualificado profissionalmente, e com mais recursos financeiros for o meu interlocutor, mais eu me irrito… Uma coisa é gente que não tem condições “se virar como pode”, na base do prático, etc.; outra são pessoas graças a Deus muito bem de vida se recusarem a contratarem serviços profissionais de qualidade para seus animais. E se eu dissesse, por exemplo, para um engenheiro - “ah, isso é frescura. Vou chamar o Zé Pedreiro que faz um serviço tão bom ou melhor e cobra menos da metade!” ??)

Aqui perto de casa existe um pequeno haras compartilhado por dois sócios. Um deles contratou um aluno nosso, formado gestor em equinocultura, cuidar de sua metade do plantel. Este rapaz trabalha os cavalos diariamente, segundo princípios de adestramento clássico. O outro sócio conta com um rapaz simples, semi-analfabeto, que tem boa vontade mas não entende nada de cavalos. Por exemplo, este “tratador” tranca os cavalos nas baias “para não sujar”, dá a cada cavalo oito quilos de ração por dia para substituir o feno que acabou, e ainda aumenta a ração nos fins-de-semana porque o patrão está chegando. O “trabalho” que ele faz com os cavalos se limita a galopar quarenta minutos por sessão, o mais rápido possível, no estradão de terra batida ou no redondel.

 Os cavalos do nosso ex-aluno estão melhores, mais bonitos e mais comportados. Resultado: o outro sócio reclama (”por que os dele estão melhores do que os nossos?”) e ao mesmo tempo diz que o que o sócio faz com os cavalos “é frescura”. Diz isto para quem estiver por perto, sem a menor cerimônia, e sem se dar conta de que está chamando de “burras” todas as pessoas que se dedicam a aprender tudo que há sobre cavalos, em teoria e prática, entre estas coisas, aprender a montar. (Pois neste raciocínio, se não fossem burros, não precisariam aprender e estudar tudo sobre cavalos, já que qualquer peão sabe estas coisas de nascença…)

 Se fosse tão simples, não haveria cursos e livros e etc., etc., etc., a respeito, não é mesmo? Valorizar nossos profissionais é o mínimo que podemos fazer.

 Muitas vezes, ouço também que aqui no Brasil não há profissionais qualificados, especialmente em determinadas regiões. O curioso é que acabei de mandar à Alemanha, para trabalho remunerado, dois outros gestores recém-formados, para atuarem como cavaleiros-tratadores-picadores. Lá eles são requisitados, e aqui não conseguem trabalho… pelo menos trabalho que os valorize, incluindo o ponto de vista financeiro… Por aqui é complicado achar quem queira pagar mil reais por mês para um equitador. Ou, quem queira investir para formar um. Investe-se na genética dos cavalos, como se fossem carros zero km, que saem prontos de fábrica.

 Outra história que já contei muitas vezes – sobre um grande criador que tinha diversos cavalos de 50 ou 100 mil dólares, importados, e reclamava porque seu cavaleiro principal tinha a desfaçatez de exigir mil dólares mensais de salário. Este cavaleiro tinha dois auxiliares os quais ele ensinava a montar, que ganhavam um salário mínimo cada um, e não tinham perneira (bota). Pois o criador ficou bravo quando ousei sugerir que talvez a empresa devesse comprar as perneiras para eles (montavam de oito a dez cavalos por dia cada um), ao invés deles terem que pagar por elas de seu próprio salário. Este mesmo criador ficava bravo quando seus cavalos não pulavam zero faltas nos concursos, pois afinal ele tinha a melhor genética do mundo, e era obrigação dos cavaleiros fazer zero!!!

 Entendo que a respeito deste tópico haverá tantas opiniões quanto pessoas. Estou apenas apresentando o meu ponto de vista.


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 Vejam trechos de algumas das respostas que recebi:

 Acredito que a maioria das pessoas não sabe o verdadeiro significado de se ter um animal de estimação, montaria, companhia, etc.,  todo mundo se preocupa com o quanto me custa manter um cavalo, respondo esta pergunta com muita frequência, mas nunca perguntaram o quanto estou feliz??, satisfeito??, o quanto me faz bem??  

 Acontece com frequência, as pessoas compram animais almejando somente o melhor da relação,  o camarada só pensa em cavalgar, não se vê limpando uma cocheira, é cômodo pagar pouco pelo serviço  independente da qualidade, para ele, afinal, isso é só um cavalo.

 Sobre a desvalorização da mão de obra qualificada, isso é geral e faz tempo, tem anúncios de emprego oferecendo R$ 1200.00 para um profissional formado em administração com inglês fluente,  nós brasileiros temos a mania de desvalorização, almejamos vender o nosso trabalho, produtos e serviços a vida inteira por preço de banana, para quem sabe no final da vida ter a condição de comprar um carro importado.

 Fernando

  



 O mesmo acontece com a doma de potros… impressionante ver que as pessoas não percebem que a iniciação de um potro é a fase mais importante para o futuro. Enquanto isso, na Europa e EUA, o normal é que a doma de potros para profissionais e amadores seja feita por profissionais especializados, que trabalham apenas com isto. 

 Uma doma bem feita não pode custar menos do que 1000 reais por mês. Muitos agora devem estar achando o valor absurdo, mas é o preço real de uma doma lá fora e aqui também deve ser. Enquanto isso, domadores de 1 salário mínimo (pela doma toda…!) saem acostumando e amansando cavalos por aí e os proprietários pagando e concordando… e depois… todos têm problemas com seus cavalos - desde disparar até cavalos que simplesmente não deixam seus cavaleiros montar… e aí a recuperação custa caro.. ou… troca-se o cavalo, o que é pior ainda…

 Vejo no Brasil um problema maior do que simplesmente esses que você citou - as pessoas querem soluções sem terem ao mínimo curiosidade. Querem resultados a qualquer preço, desde que esse preço seja baixo…

 Tudo isto é tão simples que todos complicam… seria tão mais fácil estudar e conhecer mais… seria tão mais fácil saber que quando falamos em economia no mundo dos cavalos não estamos falando em escolher o mais barato, mas sim o melhor que seu dinheiro possa comprar…

 Ser profissional do cavalo no Brasil é tão bom ou ruim, fácil ou difícil como lá fora, com a diferença de que aqui deveríamos ser escolhidos por qualidade e conhecimento, e não pelos preços que são praticados…

 Aluisio

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A mania de brasileiro de levar tudo no “jeitinho” não ocorre só na sua profissão. Sou corretor de imóveis; quantas vezes já não mostrei imóveis, para depois o interessado procurar o proprietário para fazer negócio direto. A minha satisfação é quando descobrem depois de adquirido e pago, que o imóvel tem dívidas, está penhorado pela justiça do trabalho, ou está em inventário….

 E quando estas mesmas pessoas tomam prejuízos em conseqüência dos seus atos, muitas vezes por orgulho dizem:

 - Se eu tivesse pagado um profissional o desfecho seria o mesmo, e ainda teria morrido com uma grana a mais…

 E no seu caso às vezes os maiores prejudicados são os animais que não pediram para ter o dono que tem.

 Paulo

Milena e Fayad… a prática e o amor pelo detalhe levam à perfeição!! 

FOTO (c): LU VARGAS

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O menosprezo ao trabalho especializado não é “privilégio” apenas de quem trabalha com cavalos. Ocorre em todas as profissões!! Sou advogada e canso de ver empresários chegarem ao escritório do advogado com um caso perdido, querendo que o advogado faça milagre (e se não fizer o advogado é ruim), porque lá atrás deixaram justamente de consultar um advogado para fazer um contrato bem feito (pensando que estavam economizando), por exemplo.

 Sem contar os milhares de “advogados” (se é que podemos chamá-los assim) que se “vendem” por uma miséria, e se você quiser cobrar um valor justo pelo seu trabalho, vai perder o cliente, porque na próxima esquina vai ter um rábula que vai cobrar bem “baratinho” (e que provavelmente vai acabar piorando ainda mais o problema).

Eu acredito que a máxima de SEMPRE, que vale em todas as áreas, é: É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR!!

 Não faz muito tempo que entrou em vigor a lei que PROÍBE que farmácias vendam remédios sem receita médica… era farmacêutico e até balconista de farmácia receitando todo tipo de remédio a quem quisesse economizar o dinheiro da consulta médica! E se com a saúde de pessoas se agia assim, imagine com a saúde de animais!!!

 É uma questão de (falta de) cultura. E o melhor a ser feito, acredito que sejam campanhas de conscientização que, no caso dos advogados, cabe à OAB, e dos veterinários, ao CRMV (e cabe aos advogados e veterinários pressionarem seus respectivos órgãos de classe para que façam isso).

 Emilly

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Quando fui convidada a assumir uma pequena hípica dentro de um condomínio, procurei preparar minha pequena equipe com cursos ligados a cavalos. Logo de cara o dono do condomínio não quis nem saber o valor dos cursos, nem me ajudou a pagar…

 Minha equipe na época eram um jardineiro e um rapaz que trabalhou sua vida toda com vacas! Até ele aceitar que o aparelho digestivo da vaca é diferente daquele do cavalo foi muito duro! Um dia, esse retireiro me perguntou por que eu me preocupava tanto em trabalhar os animais no picadeiro, se não era melhor soltar no pasto! Confesso que foi uma ducha fria… Fiquei me perguntando se todo meu esforço estava sendo aproveitado ou se era melhor desistir….

 Mais tarde consegui que a Matheis Borg fizesse uma parceria comigo num curso, onde vieram todos os ferradores da região, quase 30! Mas quando abri o curso para outros trabalhadores de fazenda, os donos achavam “frescura”, ou temiam que fossem perder o empregado!!!!    

Patrícia

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Agradeço aos amigos que partilharam suas opiniões comigo, e reitero o convite para que todos se manifestam! :)

 Claudia

 Às vezes, se você precisa fazer a pergunta, não irá entender a resposta…

 FOTO (c): PAULA DA SILVA

 

 

 

criado por leschonski    12:15 — Arquivado em: Sem categoria

15 15UTC set 15UTC PM

PAULA DA SILVA DE NOVO NO BRASIL!

Oi amigos,

 

Como vocês sabem, boa parte das melhores fotos deste blog são obra da lente de Paula da Silva, a fotógrafa portuguesa residente na Itália que veio ao Brasil pela primeira vez em 2003 e desde então tem nos visitado regularmente. Tenho tido oportunidade de trabalhar com ela em projetos diversos, de autora a produtora a auxiliar geral. :) Com ela aprendi muito sobre profissionalismo na mídia e também um tantinho sobre fotografia – sem Paula eu teria demorado muito mais a adquirir um laptop ou uma máquina fotográfica digital, e talvez nem este blog que vos fala existiria. Além disso nos tornamos grandes amigas, que reservam para si o privilégio de discussões ferrenhas, assim como aquele das risadas e dos silêncios compartilhados.

 

 

Paula estará de novo no Brasil entre setembro e outubro, ministrando seu já tradicional curso de fotografia na Universidade do Cavalo – vejam em www.universidadedocavalo.com.br . No primeiro destes cursos, no longínquo ano de 2002, não havia máquinas digitais (a própria Paula apenas tinha uma pequeninha, mas trabalhava com máquinas analógicas), e o laboratório fotográfico do shopping mais próximo fazia plantão noturno na UC para que as fotos dos alunos fossem reveladas até o dia seguinte. No curso de 2003, um aluno bem-de-vida tinha seu laptop permanentemente rodeado por um grupo de pessoas atônitas e só um pouquinho invejosas. Já em 2004, as máquinas eram predominantemente digitais, e o laboratório deixou de ser chamado a partir de 2005. Hoje, os laptops são tão comuns quanto celulares, e no ambiente wi-fi da UC (como em tantos outros…) é mais comum que as pessoas conversem olhando as telinhas do que olhando-se nos olhos. Máquinas digitais então… agora é o tradicional  “filme” que, para todos os efeitos, deixou de existir.

 

Enquanto isso, os cavalos continuam os mesmos modelos fotográficos de sempre – fascinantes e complexos, talvez um dos temas mais difíceis de se fotografar, tanto pela tridimensionalidade horizontal  que não perdoa falhas de enquadramento (qualquer pessoa que já viu uma foto de cavalo com cabeça gigante e garupa minúscula saberá do que estou falando), quanto pela tendência de não ficar imóvel, ou de ficar imóvel do jeito errado. Apenas uma máquina fotográfica, mesmo com muitos recursos, não faz o fotógrafo de cavalos. É por isso que os cursos da Paula seguem com popularidade crescente.

 

 

Um típico dia de produção, sempre sob o enquadramento de Paula…  (Alemanha, Julho 2009)

 

Neste ano, ela também estará envolvida em projetos em haras diversos, tal como no Haras Lagoinha. No link abaixo vocês encontram algumas fotos produzidas por lá nos anos de 2007 e 2008:

 

http://www.pauladasilva.com/HarasLagoinha/

 

Enfim, aguardem mais notícias sobre a temporada 2009 da Paula no Brasil! Ela foi planejada para coincidir com o Encontro de Horsemanship na UC, portanto com certeza nas próximas semanas teremos muitas novidades para compartilhar! E algumas belas fotos também, é claro…

 

Abraços,

 

Claudia

 

criado por leschonski    12:30 — Arquivado em: Sem categoria

06 06UTC set 06UTC PM

TOMORROW YOU CAN BE ANYWHERE

 

 (um post bastante pessoal…)

 

 

No  princípio da década de 90, eu ainda não sabia muito bem que rumo dar à minha vida – por exemplo, não tinha certeza de que ficaria no Brasil ou se preferiria viver na Europa. Trabalhando numa fazenda um tanto remota, antes dos tempos de celular e internet, foi uma época de pouco dinheiro e menos contato social – mas havia muitos cavalos, que faz com que eu me lembre daqueles anos como dentre os melhores da minha vida. Ao menos em retrospectiva, que é uma dessas características benignas de nossa memória, dita seletiva.

 

“E aí, vocês vêm ou vão ficar enrolando?”

- Vênus, Sete e Fayad a postos para mais um dia de trabalho.

Foto: Milena Fassina

 

Num dia de folga passado na cidade próxima, comprei uma calça de sarja em cuja etiqueta de papelão, destas grampeadas no bolso traseiro, havia um desenho “estilo anos 40” de um rapaz desembarcando de um avião a hélice, descolado de óculos de sol, jaqueta sobre os ombros, maleta na mão e supostamente usando a mesma calça. O slogan sob o desenho era o título deste post – “Amanhã você pode estar em qualquer lugar” (ou, “em toda parte”, como queiram). Era a frase que me impelia nos momentos de dúvida – fosse sobre a carreira, a vida em geral, ou simplesmente nos pequenos momentos do dia: aplicar este medicamento ou aquele? Este folículo vai romper hoje ou só amanhã? Esta distância é de três ou quatro lances? (Como se vê pelo teor das dúvidas, já começava a se delinear meu perfil, hoje confirmado, de veterinária equitadora.) Especialmente quando levantava o olhar na direção de um jato que passava longe, longe, tomava fôlego e me imbuía da certeza de que o melhor ainda estava por acontecer. A etiqueta estava colada na parede ao lado da máquina de escrever (sim, usávamos máquinas de escrever!!! Com papel!!!) e era para ela que erguia os olhos quando perdia a inspiração entre uma linha e outra dos textos e das cartas que escrevia. Veterinária-equitadora-escritora.

 

. neste período, também estreei minha máquina fotográfica nova, experimentando os recursos que ela oferece, como aqui no CCE do RC Mec de Pirassununga…

 

De lá para cá, saí do Brasil (mas sempre voltei) numa dezena de viagens internacionais – menos do que os grandes executivos, mais do que muita gente. Uma à Ásia, duas aos EUA, as demais à Europa. Apenas duas pagas do meu próprio bolso, as demais, de diversas maneiras, relacionadas ao fato de eu ser “uma pessoa do cavalo que fala outros idiomas”. Menciono isto para dizer a toda esta garotada que sonha com o grande mundo do cavalo que seus sonhos podem sim se tornar verdade. No entanto, é preciso que você se qualifique, se atualize sempre, e tenha capacitações secundárias além da sua “profissão principal”. E pode demorar um pouco mais de tempo do que você imaginava. Da minha perspectiva atual, os últimos vinte anos parecem ter passado num tirão só, mas se lá atrás me tivessem dito que iria demorar tudo isso, quem sabe eu teria desanimado.  - Ou, quem sabe, buscado um foco mais concentrado, trabalhado mais duro, para abreviar este tempo? E, ainda quem sabe, talvez esta dúvida seja uma das razões para este post – quem sabe graças a ele  algum  leitor chegue lá em dez anos apenas??

 

Ser profissional do cavalo no Brasil tem desafios únicos tanto quanto vantagens incomparáveis. Conseguimos montar ao  ar livre em todas as estações do ano; temos áreas vastas e mão-de-obra acessível; temos grandes criatórios das mais diversas raças. Tudo isto pode ser expresso como o outro lado da moeda: certo descaso com os detalhes que fazem diferença; pouca qualificação profissional dos trabalhadores da área; ênfase exagerada na quantidade, em detrimento da qualidade individual.  E com tudo isto, um dia decidi que seria aqui, neste país que eu me esforçaria para trabalhar com os cavalos e com as pessoas que os amam. E assim tem sido.

 

É um privilégio morar e montar no Manege Capela…

 

… e assim se passaram os dois últimos meses. Em princípio de julho, fui à Alemanha numa viagem muito bacana, e de tanto que queria escrever a respeito dela aqui no blog, acabei não escrevendo nada: não achava o tom, o ponto de onde começar. Depois fiquei escrevendo a respeito desta viagem, e das fotos nela produzidas, para a Paula. E começaram as aulas, houve provas da equitação de trabalho, um curso de delegado técnico de CCE, logo em seguida participei de um enduro em Pirassununga… e o blog foi ficando lá longe, coitadinho, esquecido para trás…

 

Apenas uma amostra das muitas fotos espetaculares que a Paula tirou na Alemanha, em julho. No futuro conto mais a respeito…

 

E estamos em setembro! Agora se aproximam o Encontro Internacional de Horsemanship na UC, o Congresso Mundial de Veterinários de Equinos, e mais viagens, mais cursos, mais competições a cavalo… e ainda não achei o tom que queria para escrever sobre minhas viagens de julho, e meus novos aprendizados, na vida a cavalo e na vida a pé, deste segundo semestre do ano, que também já anda pela metade…

 

Então resolvi que vou colocar este post no ar assim, agora, meio sem pé nem cabeça, para que o blog não feneça por decurso de prazo. E todas as idéias, os apontamentos que fiz, as fotos bacanas que tirei, vou colocando no ar pouco a pouco, sem muito critério. Espero que vocês gostem. E lembrem-se: amanhã poderei estar em qualquer lugar. E vocês também. De preferência, perto de cavalos.

 

………………..

 

 

  

And though you want them to last forever
You know they never will
And the goodbye makes the journey harder still

 

(livre citação de “Oh Very Young”, Cat Stevens)

 

 

criado por leschonski    23:34 — Arquivado em: Sem categoria

16 16UTC jun 16UTC PM

CORRENDO ATRÁS DO SONHO

 

Tenho uma longa relação com o Clube Hípico de Santo Amaro (São Paulo – SP). Lá trabalhei entre 1993 e 1994, e os contatos que firmei, o aprendizado que tive durante este período, consolideram a maior parte de meu futuro – não apenas profissional, mas também pessoal, pois para mim (e creio que para muita gente do ramo…) as duas áreas tendem a se sobrepor.

 

 O novo picadeiro coberto do CHSA: Primeiro Mundo!

Levei alunos ao “Clube” para provas de salto, lá fiquei com a equipe do CCE às vésperas da viagem para Atlanta (1996) e lá também me reuni à equipe que estava de partida para Hong Kong, 12 anos depois. Em Santo Amaro assisti a cursos e campeonatos, trabalhei como juíza e até coordenei as apresentações da raça Campolina durante uma feira equestre - creio que foi uma das raríssimas vezes desde a fundação do Clube em 1935 em que a magnífica e sacrossanta pista de grama foi liberada para passeios a cavalo por visitantes! Apenas, curiosamente, nunca competi eu mesma nas pistas do CHSA.

 

No Clube, tempo e espaço têm significado diferente

do resto de Sampa… 

 

 

Em meados de maio agora tive o prazer de levar a turma dos alunos de gestão em equinocultura para uma visita de campo ao Clube. Saímos de Sorocaba bem cedinho numa manhã de sábado, que já havia começado em alto astral porque, por coincidência, era também meu aniversário. A turma compareceu em peso apesar de ser “ponto facultativo”, e apenas um carro se perdeu no caminho. (Este grupo aprendeu que, em São Paulo, dizer “Hípica” se refere à Sociedade Hípica Paulista, enquanto que Santo Amaro é conhecido por “Clube”.)

 

Alunos da UNISO / UC em visita de campo: olhares atentos!

 

Visitamos as cocheiras, os picadeiros cobertos novo e velho, a vila hípica, a veterinária, a ferradoria, os escritórios da administração… tudo enfim. Mesmo para quem conhece, é sempre uma infra-estrutura impressionante, abrigando quatrocentos cavalos no que há setenta anos foi  uma fazenda, mas hoje é coração de Sampa. Fiquei especialmente contente de ver que já existem piquetes individuais para soltura, tornando a vida dos cavalos estabulados em Santo Amaro um tanto mais divertida do ponto de vista equino. Há quinze ou mesmo dez anos, estes piquetes seriam, talvez, impensáveis.

 

 

 

 Quero aproveitar para alguns agradecimentos:

 

  • à turma de alunos pelo comparecimento, pelo interesse e pelas boas maneiras durante a visita. Vocês são o meu orgulho! J
  • à Diretoria do CHSA e demais tomadores de decisão que possibilitaram a  nossa visita, concordando com a proposta de maneira instantânea e sem nenhum requisito burocrático.
  • ao colega Eduardo, atual Gerente Geral do Clube, que nos dedicou uma manhã inteira em pleno sábado de Campeonato Paulista, ciceroneando o grupo e respondendo a perguntas, sempre paciente e didático.
  • à coordenadoria do curso de gestão, especialmente aos colegas Aluísio e Décio, que encorajam toda iniciativa de “ampliar o horizonte profissional” de nossos futuros gestores.

 

O título do post foi inspirado nesta imagem que um dos rapazes do curso nos enviou. Quem é, de fato,  do cavalo já sabe – sonhar é bom, mas bom mesmo é correr atrás do sonho.

 

 

No balanço geral, desde o bolo de chocolate no café da manhã (cortesia dos alunos…), foi um aniversário divertido e diferente. Enquanto “nossos” jovens profissionais do cavalo continuarem a exercitar tais níveis de entusiasmo, o futuro da equinocultura brasileira está assegurado.

 

Abraços,

 

Claudia

 

P.S.: Algumas semanas depois, a galera novamente brilhou no      concurso de fantasias para cavalos  com que encerramos o semestre letivo. De novo, cheguei a me comover com o grau de aceitação que a proposta teve, e creio que todos sentimos que foi um dos pontos altos do semestre – e juro que os cavalos entraram no espírito da coisa, como as fotos podem atestar. “Hora de brincar, brincar; hora de trabalhar, trabalhar” poderia bem ser o lema desta turma.

 

O grande chefe Alex No Socks, a valente Mona Lisa e sua comitiva…

 

 Zacarias sentindo-se “no centro do palco” em seu

dia de Pequeno Pônei!

 Alguns dos finalistas: gaúchos, índios e tropeiros…

…pois como sabemos, a diferença está nos pequenos detalhes!

 

criado por leschonski    18:05 — Arquivado em: Sem categoria

01 01UTC jun 01UTC PM

URGENTE – CAVALOS DESAPARECIDOS – URGENTE!!!!

 

 

URGENTE – CAVALOS DESAPARECIDOS – URGENTE!!!!

 

Caros amigos,

 

Este post é para pedir sua ajuda para localizarmos dois cavalos que desapareceram da propriedade de nossa amiga Jackie Fonseca, no distrito de Parelheiros (São Paulo – SP), na madrugada entre 28 e 29 de maio, semana passada (de quinta para sexta-feira).

 

Depois de vários dias de busca nas redondezas, agora a Jackie está ampliando o raio de busca. Temos que pensar em venda para frigorífico, comerciantes intermediários, etc. Os cavalos tanto podem estar muito perto como a centenas de quilômetros de distância da origem.

 

O Rusty nasceu e foi criado sob minha responsabilidade, ainda no Centro Hípico Person. Tem 13 anos, é castrado, aprox. 1,56 de altura, e é rosilho. Sendo filho de anglo-árabe com égua mestiça crioula, se caracteriza pela cabeça bonita e corpo muito forte. Crina raspada.

 

 

RUSTY - DESAPARECEU DO SÍTIO EM PARELHEIROS, NOITE DE 28.05.09

 

O Zanon é um BH registrado, castanho de frente aberta irregular, castrado, 13 anos, aprox. 1,65 de altura. É filho de Landritter e tem a “cara típica” desta linhagem. Marca a ferro do BH.

 

 

ZANON - DESAPARECEU DO SÍTIO EM PARELHEIROS, NOITE DE 28.05.09

 

 

Ambos são mansos e amistosos com pessoas.

 

Quem me deu o alarme foi a Susanne Wittmann, grande amiga nossa. A Jackie e sua família (em especial os filhos Pedro, Paulo e Eva) estão entre os membros mais antigos da ABHIR, e são muito queridos de toda a comunidade equestre de nossa região.

 

Estou mencionando tudo isso para vocês verem que tenho envolvimento emocional com estes cavalos e suas pessoas, e também para enfatizar que não se trata de spam nem lenda urbana. Em nome da Susi, da Jackie, das famílias e dos cavalos, solicito que façam o que estiver ao seu alcance para nos ajudar a encontrar estes cavalos ou mandar dicas que nos levem até eles.

 

Tomo a liberdade de enviar aos amigos de outros estados, para que por sua vez possam encaminhar este e-mail à sua lista de contatos. Caso alguém tenha contato com os abatedouros de cavalos, ou os transportadores dos mesmos, e possa transmitir fotos ou descrição dos animais, também agradecemos.

 

Obrigada, Deus lhes pague,


Claudia

 

Claudia: 11 9934 6554

               15 8139 3715

 

Susi: 11 9575 2307

         11 4661 3740

 

Jackie: 11 5978 6182

             11 9994 1569

 

                

 

ZANON                                                                   

RUSTY

 

 

 

 

 

criado por leschonski    12:59 — Arquivado em: Sem categoria

08 08UTC mai 08UTC PM

Diário de Colina - Parte III

 

6a, 11.07.03

 

Manhã – chuva! Não muita, mas o bastante para originar um tantinho de preocupação sobre amanhã, o dia do cross. Por enquanto, estamos formais e arrumadinhos, para a fase de adestramento. Os cavalos, brilhantes, trançados e (mais ou menos) comportados; os cavaleiros, cartola e fraque (ou capacete e casaca), culotes branquinhos e estribando longo – depois de todos estes anos, continua difícil para mim imaginar que são os mesmos que amanhã estarão galopando campo a fora a 550 metros por minuto, espirrando barro e espuma, encarapitados acima das selas de salto.

 

Hoje coube a mim uma posição privilegiada, ser secretária de uma das duas juízas internacionais, cuja presença é mandatória num evento como este, chancelado pela FEI. Escrevendo as notas atribuídas por M. Janine, suíça radicada na Argentina, aos meus amigos e colegas, tenho oportunidade de aprender mais um pouco, e de observar os velhos e novos conhecidos. Sidney continua o mesmo, Álvaro cresceu em tamanho e como cavaleiro, Renato fica nas cabeças com um de seus cavalos e (quase) em último com o outro. E os cavalos, potros promissores bem como os bem madurinhos, mas que estão cheios de gás como sempre.

 

Últimas instruções antes da entrada em pista...

Últimas instruções antes da entrada em pista...

 

O evento é protegido da excessiva formalidade pelas pequenas interrupções que nos trazem de volta à realidade: garotos que passam de bicicleta entre a cerca da pista e a cabine do júri, o catador de papeis surgindo ao nosso lado bem  no meio da reprise, o motorista da ambulância conversando aos gritos com seus amigos.

 

Neste ano de 2003, o CCE   brasileiro acontece em duas frentes principais: São Paulo e Brasília. E por alguma  coincidência,  a maioria das garotas dos níveis mais avançados está em Minas. De qualquer maneira, dos quarenta competidores de hoje, uma única representa o sexo feminino. Ou melhor, entre os cavaleiros, pois entre os cavalos, a denominação “entre as éguas” seria melhor. Especialmente no “uma estrela” , a predominância de éguas é absoluta.

 

Paciência também faz parte do esporte... aqui, a égua Desert Queen, montaria de Guto de Faria, com seu tratador

Paciência também faz parte do esporte... aqui, a égua Desert Queen, montaria de Guto de Faria, com seu tratador

 

Desde a “reinvenção” do CCE brasileiro no fim da década de 80, o adestramento tem sido nosso ponto mais fraco. Hoje está evidente que a nova geração, de cavalos e especialmente de cavaleiros,tem uma base muito mais sólida de equitação de plano e trabalho e adestramento. As juízas distribuem notas boas e aceitáveis com certa prodigalidade, até mais do que seus pares brasileiros. Mas ainda há os cavalos tensos, os cavaleiros distraídos – como no resto do mundo, aliás. Um de nossos amigos sofre especialmente com seu cavalo nervoso, que rodopia, corcoveia, trolopa ao invés de andar a passo. Talvez seja porque a pista de cross esteja logo ali adiante, e o cavalinho parece perguntar o que eles estão fazendo ali, quando a parte divertida está tão perto. Ou talvez seja a barulheira do palco de shows, que está sendo aprontado para o show de uma das duplas sertanejas do primeiro time, bem ao lado da pista de adestramento. Concursos hípicos internacionais da Festa do Cavalo em Colina sempre foram mesmo um show à parte. Admirável também é a atitude de nosso amigo cavaleiro, que mesmo sabendo que aquele pequeno rodeio forçosamente o deixará entre os últimos colocados, termina a apresentação sorrindo, conversando com o cavalo, mantendo as mãos suaves e o assento quieto, e recebe uma ovação unânime dos colegas ao término da apresentação.  A “guerra de egos” que permeia tantas modalidades hípicas também existe no CCE, mas em menor escala. Talvez seja porque a dificuldade e a adrenalina dos percursos de cross uma as pessoas, tal como combatentes de uma batalha. Contra os obstáculos? Creio que principalmente contra as próprias limitações, contra os seus medos mais íntimos.

 

À tarde, nós comissários mais uma vez percorremos o cross, distribuímos os postos de cada auxiliar, escolhemos os pontos ideais para termos uma visão clara dos obstáculos sem atrapalhar os cavaleiros. Esse trabalho de fiscal é comparável com o de piloto de avião – tudo é rotina durante 99% do tempo, mas é preciso ser infalível e absolutamente seguro de si no 1% de ocorrências especiais. Qualquer detalhe poderá ser decisivo para a definição de nossa equipe nos Jogos Panamericanos.

 

././././././.

 

Naqueles tempos, os cavalos ainda eram mais rápidos que as máquinas digitais...

Naqueles tempos, os cavalos ainda eram mais rápidos que as máquinas digitais...

criado por leschonski    23:37 — Arquivado em: Sem categoria

03 03UTC mai 03UTC PM

Diário de Colina 2003 - Parte II

Meus caros,

 

Vejam os problemas que estou tendo com o blog Terra:

 

  • Dentro do blog, não posso formatar tipo de fonte nem tamanho do texto – é por isso que a primeira parte deste Diário de Colina saiu quase ilegível apesar de muitas tentativas; (tenho que fazer em Word, recortar, colar, etc, etc… L

 

  • O tamanho do texto permitido é mínimo, por isso tenho que soltar este post em capítulos;

 

  • Fotos demoram a carregar e não saem do tamanho que quero, e nem sempre as legendas aparecem;

 

  • Depois da atualização do post, a página demora a carregar, dá mensagem de erro, etc, etc… Neste post anterior, “Diário de Colina parte I”, reparem que não é possível enviar comentários…

 

  • Absurdo dos absurdos, este “novo” blog Terra não tem contador de acessos. Pensei que eu não soubesse localizá-lo, mas o SAC me informou que não havia mais contador, mesmo.

 

 

A razão pela qual estou escrevendo tudo isto aqui é porque, claro, escrevi tudo isso num mail ao SAC Terra, ao qual não recebi absolutamente nenhuma resposta. Talvez colocando aqui em público eles se sensibilizem. Neste ponto, apesar de ser fiel assinante Terra há seis anos, estou pensando em migrar para o blogspot ou similar. Não aconselho ninguém que esteja pensando em iniciar seu blog a fazê-lo no Terra. Caros amigos do Terra, se vocês estiverem lendo isto aqui, aconselho-os a fazerem um blog Terra vocês mesmos, e verifiquem seus níveis de irritação e frustração.

 

Na verdade, estou pensando em migrar os Cavalos Entusiasmados para outro lugar, mas por enquanto não tenho tempo para tanto. Por isso, peço aos leitores que tenham mais um pouco de paciência, inclusive quanto à legibilidade.

 

Enquanto isso, encontrem abaixo mais capítulos do Diário de Colina 2003. Provavelmente vou demorar menos a inserir os capítulos seguintes.

Abraços, boa semana a todos,

Claudia

 

………………….

 

 

 

Flanel e Claudia competindo em Colina no ano anterior (2002), com o incentivo de Alusio ao fundo

Flanel e Claudia competindo em Colina no ano anterior (2002), com o incentivo de Aluísio ao fundo

 

5a, 10.07.03

 

Quanto trabalho é investido numa pista de cross-country?  Quantas horas gastas em sua construção, na atenção aos menores detalhes, em todas as revisões, medições e numerações, na correção de todos os erros?

 

Não importa quão breve seja o espetáculo, que há provas e categorias em que apenas três ou seis cavaleiros desbravam os obstáculos construídos com tanta perícia e amor ao detalhe. O course-designer cria saltos novos, reforma os existentes, aproveita a natureza do terreno e os materiais disponíveis. Depois é preciso supervisionar a equipe que constrói os obstáculos, atentando a cada detalhe que represente um problema em potencial – altura irregular, piso perigoso, quinas, pontas, pregos, arames. Cavaleiros são designados para testar os novos obstáculos, verificando se as dimensões são as corretas, se as linhas e curva são saltáveis.

 

Agora, está na hora de embandeirar os obstáculos e medir a extensão final do percurso. De novo, é certo que haverá discussões e argumentos entre os concorrentes, erros do pessoal de manutenção, dúvidas sobre a regularidade e a adequaçao técnica de alguns obstáculos. Com toda a pompa e circunstância, o júri de campo (ground jury) será convidado a percorrer o trajeto, inspecionando “de lupa” e fita métrica cada um dos obstáculos. Enquanto isso, o chefe dos comissários e sua equipe (que somos nós) precisa se virar para distribuir a turma de fiscais ao longo das três pistas que serão disputadas – as provas de uma, duas e três estrelas, com respectivamente 18, 22 e 26 obstáculos. Por enquanto, temos apenas três fiscais confirmados – e este é um trabalho para o qual voluntários são difíceis de conseguir, pois ele se resume a ficar parado num lugar distante do resto do mundo, observando os cavaleiros passando por um ou dois obstáculos (em média um a cada seis ou oito minutos), sem ser possível ver o resto da prova. É um posto solitário, tomando sol e chuva ou o que mais São Pedro mandar, às vezes por quatro ou cinco horas a fio, recebendo um refrigerante quente e um sanduíche frio na hora do almoço.

 

 

Companheiros - a estrada ainda é longa…

 

A prova estadual, que está acontecendo hoje, serve como balão de ensaio para o internacional de sábado. O adestramento é seguido pelo  salto de picadeiro, e depois pelo cross. Nas categorias de base que hoje disputam, os obstáculos são uma versão miniaturizada das “casas” que aguardarão os concorrentes do sábado. Mesmo assim, a própria falta de experiência de alguns concorrentes e de outros tantos cavalos (pois também há a categoria cavalos novos, em que cavaleiros experientes estréiam suas novas montadas) rende momentos de emoção. Refugos na água e desvios em obstáculos técnicos são comuns, alguns cavalos são rápidos demais, muitos um pouco lentos. Os erros de percurso também acontecem, bem como uma única queda.

 

E nós, Aluísio e eu e todos os outros que estávamos montando aqui na Festa do ano passado, seguimos com os sentimentos divididos: que inveja dos cavaleiros! Que alívio por não termos que saltar aquele obstáculo cabeludo! Para mim, só há uma coisa pior que saltar um percurso de cross: não saltar o mesmo percurso de cross.

 

././././././.

 

No CCE do mundo todo, técnica e talismãs andam juntos

No CCE do mundo todo, técnica e talismãs andam juntos

 

 

 

 

 

criado por leschonski    19:35 — Arquivado em: Sem categoria

17 17UTC abr 17UTC PM

DIÁRIO DE COLINA - 2003 - 1a. parte

Meus caros,

Julho ainda está meio longe enquanto escrevo, mas não custa desde já lhes dar um gostinho sobre a famosa e muito amada FESTA DO CAVALO, que a todo mês de julho se realiza naquela pequena cidade do norte do estado de SP. Faz alguns anos que não vou para lá, mas encontrei um texto meu a respeito do nosso trabalho na organização, no CCE de 2003. O texto nunca chegou a ser publicado, por isso resolvi compartilhá-lo com vocês. Curtam!!

Abraços,

Claudia

P.S. O chatíssismo blog Terra está dando trabalho - aliás, esta versão supostamente “com mais recursos” ficou muito pior do que era antes. Imaginem os colegas que usam Blogspot que este aqui nem contador de acessos tem!!! Claro que já reclamei a eles e não adiantou. Enquanto resolvo o que fazer, tive que cortar o post ao meio. O restante segue logo mais.

 

Secretariando em Colina, CCE 2003

Secretariando em Colina, CCE 2003

——————————

 

4a – 09.07.03

 

Hoje, depois de quase exatamente um ano, voltei à casa da tia Mônica. Havia ficado lá uma única vez, durante três noites, mas bastaram para que ela me recebesse com abraços e beijos efusivos.

 

-          Claudia, que bom que voltou, como vai?? – e logo a observação orgulhosa – Sabe que sua revista é a mais roubada, que menos pára por aqui?

 

Fico feliz em saber que a Horse tem aceitação boa por ali, e também o fato de todos os quartos estarem lotados deixa de ser um problema:

 

-          Tem um pessoal que só vai chegar na sexta, por enquanto você fica no quarto deles – afirma Mônica, enquanto seu marido Chico providencia toalha, uma cadeira, um colchão melhor. – Se faltar lugar, você fica no quarto daquela outra moça, que está sozinha.

 

A pousada de Mônica e Chico não é bem um hotel – é menos e também bem mais que isso. Estamos na semana mais agitada do ano em Colina, cidadezinha de 20 ou 30 mil habitantes no norte paulista, que só registra agito turístico no mês de julho, durante a tradicionalíssima Festa do Cavalo, e em agosto, quando acontece a Festa do Peão na vizinha Barretos. Nestas ocasiões, hotéis, pensões e afins ficam lotados nas duas cidades, e é preciso recorrer aos amigos para conseguir algum lugar para dormir.

 

O bacana desta região é justamente que é tão fácil fazer amigos. Mônica e Chico me tratam como se fóssemos amigos próximos, invado a cozinha para comer bolo e tomar cafezinho, ficamos batendo papo sobre amigos em comum: e o Guega, o Remo, o André está melhor, teve notícias do Cacá?

 

A Festa do Cavalo em Colina tem dinâmica e carisma próprios. Suas provas hípicas são tão disputadas quanto suas festas, cavaleiros olimpicos competem ao lado de alunos de escolinhas, um mesmo cavalo (e seu cavaleiro) pode fazer parte de modalidades tão diversas quanto laço e salto. A pequena cidade ferve no agito das festas e dos bares, mas rapazes e garotas que vararam a noite nos bailes estarão competindo no dia seguinte, compenetrados e pontuais – se bem que muitas vezes usando óculos escuros!

 

Em Colina, os diversos mundos brasileiros do cavalo andam lado a lado...

Em Colina, os diversos mundos brasileiros do cavalo andam lado a lado...

 

Enquanto no ano passado viemos para competir, desta vez Aluísio e eu estamos a pé – e com previsão de gastarmos muita sola de sapato, pois a maior função de um chief stewart (ele) e sua assistente (eu) é estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Numa prova de concurso completo de equitação, o  “chefe dos comissários” distribui fiscais e auxiliares em todos os pontos estratégicos, coordenando a entrada dos cavaleiros em pista e principalmente fiscalizando os obstáculos do cross-country. Como a prova deste ano é classificatória para o Pan-Americano de outubro, nossa responsabilidade  é ainda maior:  a equipe brasileira começará a se delinear ali, todos os trabalhos precisam correr à perfeição.

 

Hoje, quarta-feira, é apenas dia de chegar, acomodar-se, rever velhos amigos, informarmo-nos de cronogramas e horários. Damos um primeiro passeio pela pista de cross, que na categoria máxima ( *** ou três estrelas) terá quase 4 mil metros de extensão e perto de vinte obstáculos, alguns bem calibrosos – tanto em termos de tamanho quanto de dificuldade técnica. A pista de cross de Colina é uma das mais tradicionais do Brasil, e mesmo assim está sempre sendo renovada, obstáculos refeitos e transformados; o percurso de um ano nunca é igual àquele do ano anterior. Desde  as categorias de base até aquelas que definem as equipes brasileiras que representam nosso país nas competições internacionais, cada conjunto pode esperar novidades, obstáculos diferentes que mesmo que testem a habilidade, a técnica e a auto-confiança de cavalo e cavaleiro, são sempre saltáveis, de medidas corretas, muitas vezes inspirados nas grandes provas do esporte que acontecem na Europa, na Oceania e nos Estados Unidos.

 

A noção de “caipirice”, de provincianismo, é um ledo engano. Em qualquer grupo de cavaleiros discutindo animadamente – seja ao redor de um obstáculo ou em torno de uma mesa da miríade de bares e restaurantes que compõem a festa – há pelo menos dois ou três representantes do primeiríssimo time nacional.  As Olimpíadas de Barcelona, Atlanta e Sydney, todos os  Jogos Equestres Mundiais desde seu início em 1990, em Suécia, Holanda, Itália e Espanha, os Pan-Americanos - algum destes rapazes e moças esteve lá, conquistando o direito de usar as cores nacionais em seu equipamento. O que não os impede de serem tratados com total naturalidade pelos seus aluninhos, e muito menos de brincarem entre si como se as crianças fossem eles. Em todo o mundo, é sabido que em nenhuma outra modalidade há tanto companheirismo entre os concorrentes, e também que ninguém tem tanta disposição para festas e brincadeiras de todo tipo, como entre os cavaleiros de CCE. Festejar e brincar é preciso, em face das agruras e das demandas extremas que os aguardam.

 

Guto de Faria na prova 3* - Colina 2003

 

 (fim da 1a. parte)

 

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criado por leschonski    23:31 — Arquivado em: Sem categoria

26 26UTC mar 26UTC AM

Falando sobre cavalos lusitanos

OI turma,

este é um post bem curtinho só para compartilhar com vocês um blog muito interessante que conheci esta semana, o

http://pitamarissa.wordpress.com/

mantido pelo Rodrigo Almeida,  lá de Portugal, titular da Coudelaria Pitamarissa, dedicada aos cavalos lusitanos.

Com todas as raízes históricas e culturais que nos unem à terrinha lusa, não é difícil entender que boa parte da realidade equestre de lá se aplica ao nosso mundo brasileiro do cavalo.

Achei excelente, por exemplo, uma entrevista com o Sr. Bento Castelhano, da qual pincei, meio ao acaso, as seguintes citações:

Recentemente surgiram criadores que não utilizam os seus produtos, e que de uma forma pouco sustentada e distante, multiplicam famílias ou linhas baseados em “cassetes” de propaganda, bem arquitectada, mas vazia de conteúdo funcional.

O mercado exige um criador esclarecido e informado, com lucidez para seleccionar cada vez melhor, tentando produzir para o mercado da utilização, em alternativa à infrutífera tirania da estética.

 Parece-me mais um caso tipicamente português em que discutimos apaixonadamente o estéril e ignoramos o produtivo…

 A Raça carece da definição urgente de objectivos de selecção. A selecção para o cavalo polivalente é um absurdo zootécnico!

Como vêem, os temas não são lusitanos, e sim universais…! No mesmo contexto, não deixem de acessar e ler a igualmente fascinante entrevista do Sr. Francisco Cancella Abreu.

Acessem, divulguem, prestigiem mais esta  fascinante prova de vida inteligente no universo dos cavalos.

Abraços,

Claudia

P.S.: Alunos do gestão em equinocultura que estiverem na escuta - a leitura do blog Pitamarissa é quase que obrigatória, praticamente matéria de prova…!! ;-)

Ndzinji Pontes e Thor Função (PSL) em Grand Prix, CHSA, março 2009.

Ndzinji Pontes e Thor Função (PSL) em Grand Prix, CHSA, março 2009.

criado por leschonski    10:28 — Arquivado em: Sem categoria
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