CAVALOS ENTUSIASMADOS

Textos, fotos e filosofanças de Claudia e amigos sobre o mundo dos cavalos, e os mundos aos quais o cavalo nos leva.

09 09UTC jun 09UTC AM

ENDURO DE SANTO ANTÔNIO - PARTE 02

Placas: Cavalos ficando pelo caminho
Tudo correu de acordo com os planos no primeiro anel, e apesar do previsível stress de selar todos às seis e meia. Pelo menos o tempo estava menos frio do que esperávamos – para alívio do Geraldo, nosso tratador baiano que há semanas vinha tendo pesadelos com os anunciados dois graus negativos em Campos do Jordão!

Ricardo, Daniela e Cornelia chegaram tão em forma quanto haviam largado, e em poucos minutos estavam prontos para o vet check. Fayad e Vênus, agora veteranos da velocidade livre, só faltavam perguntar quando é que a prova de verdade ia começar…

Este primeiro trio estava liberado para o descanso do intervalo quando o segundo chegou, com os cavalos estreantes batendo um pouco alto e, pior, Sabiá tendo perdido uma ferradura no primeiro terço do anel. O ferreiro foi logo providenciado, mas mesmo de ferradura nova o Sabiá continuava sentindo a mão, e o conjunto não largou para o segundo anel. Logo mais, num bonito exemplo do “espírito do enduro”, um concorrente anônimo apareceu carregando a ferradura perdida do Sabiá, que ele havia encontrado logo no começo da trilha e levado consigo pelos quilômetros afora…


Pausa para reflexão – Alexandre e Sabiá
Foto: Cidinha Franzão

E mais outro imprevisto: Corisco,sentindo o boleto da mão esquerda e eliminado por manqueira! Fiquei triste, pois o pequeno tordilho árabe, há pouco tempo em trabalho, vinha mostrando muita disposição e andaduras excelentes, e logo se tornara o favorito do Rolando. Do segundo trio, haviam sobrado apenas Martin com Zacarias.


Um conjunto de futuro – Rolando e Corisco
Foto: Cidinha Franzão

Baixas recolhidas e sobreviventes à solta no segundo anel, eu batia papo com a família Riccilucca, cavaleiros de adestramento também atuantes no enduro, quando o Geraldo veio correndo:
- A Dona Cornélia e o seu Ricardo voltaram, o cavalo tá manco!
- Os dois ?! – exclamei, e saí correndo.

Não os dois… mas o Sete, nosso pequeno appaloosa-árabe vindo do Mato Grosso, começara a sentir a mão esquerda, Cornelia decidira dar meia-volta, e Ricardo, seu parceiro de dupla, a acompanhou. Daniela e Fayad estavam sozinhos no primeiro trio!
Agora só nos restava… esperar nossos dois cavalos. Passei o tempo formulando diversas frases que começavam com “Se eu tivesse…” e “Da próxima vez…”.

Mas logo relinchos ao longe anunciavam a chegada do Fayad, clamando pelos seus amigos distantes, o que não o impediu de passar pelo vet com FC quase de repouso e uma única nota B. Daniela, após esta primeira experiência no enduro de placas, afirmava ter adorado a prova, e vibrava contando-nos sobre “a passagem no segundo perfeito” do último PC. Ela também louvava a coragem do Fayad na descida final do anel laranja, uma longa ribanceira íngreme que levaria uns bons vinte minutos para percorrer a passo. Daniela resumiu: “Olhei para frente, inclinei para trás, e deixei para ele!”.


Quase um passeio em família!
– Ricardo/Vênus, Daniela/Fayad, Cornelia/Sete
Foto: Cidinha Franzão

………………….

Continua no capítulo seguinte…

criado por leschonski    10:50 — Arquivado em: Sem categoria

NOSSA TURMA NO ENDURO - PARTE 01

Oi amigos,

neste ano de 2008, por diversas razões tivemos que adiar para o segundo semestre a nossa participação nas provas de enduro do Campeonato Paulista. Uma das razões (não a única) foi a divisão dos campeonatos de velocidade livre e velocidade limitada, significando que onde antes eu conseguia dividir um frete único para cinco cavalos, agora seriam duas viagens distintas para dois ou três cavalos cada. Façam as contas. Desde já fica aqui registrado meu voto para que o campeonato volte a ser como era.

Enquanto estamos nos preparando para o retorno às trilhas, segue para vocês o relatório das aventuras da equipe do Manège Capela no enduro de Santo Antônio do Pinhal, em agosto de 2007. Lendo o texto, até eu fiquei com saudade!! Curtam nossos sucessos e aceitem nossos fracassos com bom humor, que foi o que nós fizemos.

Aliás - ainda há vagas na equipe, para candidatos a endurista que se animarem! Escrevam pra gente!

Abraços,  boa semana,

Claudia

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ALTOS E BAIXOS NA SERRA, NA SELA E FORA DELA!

A equipe do Manège Capela experimenta as dores do crescimento e os desafios das montanhas durante o enduro eqüestre de Santo Antônio do Pinhal.

Não sei se a causa principal foi a mística de Campos do Jordão, ou a gentil divulgação dada ao nosso relatório sobre o enduro de junho - mas para a prova de Santo Antônio do Pinhal, III Etapa do Campeonato Paulista e Campeonato Brasileiro de Regularidade, utilizamos todos os cavalos disponíveis do Manège Capela. Estávamos até com cavalos a menos! Após treinos, experimentos e deliberações, nosso grupo de Graduados (40 km) ficou assim:

Dupla:
• Cornelia  / Sete de Ouros; Ricardo / Vênus
Adulto:
• Daniela / Fayad
• Alexandre / Sabiá (estreante, aluno do Aurélio, do Centro Eqüestre Bom caminho, em Ibiúna)
• Rolando / Corisco (estreante)

PP:
• Martin / Zacarias (nosso amigo carioca, experiente na regularidade mas estreante no enduro de placas, com o meu PSI estreante no enduro)[

… e na Livre 1 Estrela, eu estrearia o Lasar, cruza árabe veterano de longas cavalgadas e galopes infindáveis, que carinhosamente apelidei de formiga atômica.

Com respectivas respectivas famílias, cônjuges, filhos, namoradas/os, amigos, e demais agregados, todos devidamente uniformizados, conseguimos colocar umas vinte camisetas do Manège Capela circulando pelo evento.

         Preparativos: tomem suas marcas…
         Passei o mês de julho com compromissos profissionais diversos – traduzindo um curso de working cow horse no Projeto Doma, dando uma clínica de salto na Desempenho, julgando a Equitação de Trabalho em Itapira. Tudo muito bom, não fosse o fato de que o cronograma de trabalho da tropinha de enduro estivesse a um passo do colapso! Restava-me o consolo de que a tropa de 40 km estava no ponto, e 60 km… bem, 60 km era só eu mesma, e eu faria pra terminar, terminar é vencer, paciência, né?!        

        Na última semana de preparativos, contamos com a ajuda do Ronnan, um jovem amigo vindo de Lavras, MG, para fazer um estágio cuja ênfase era para ser em adestramento e salto. Mas não foi difícil convencê-lo a se interessar pelo enduro, mesmo porque ele é estudante de educação física e triatleta amador!
        Fazia algum tempo que eu não viajava com sete cavalos, e ainda que a tropa embarcasse com tranqüilidade, para carregar a montanha de tralhas foi coisa de hora de meia! A viagem serra acima transcorreu sem imprevistos, e na tarde seguinte, sexta-feira, já familiarizávamos os cavalos com as trilhas, bem mais acidentadas do que em casa. Também nos adaptávamos à algo estranha logística do local do evento, onde os caminhões (e os equipamentos) estavam estacionados a uns quatrocentros metros das cocheiras.
             À noitinha, nossa equipe se renuiu, completa pela primeira vez. Definimos estratégias e dividimos os seis conjuntos de sábado em grupos de três, que largariam com quinze minutos de intervalo entre si, pois nos vet-checks contávamos apenas com Geraldo, Ronnan e eu mesma como mão-de-obra especializada. 

        …………………………

(continua no post seguinte!!!) -

criado por leschonski    9:08 — Arquivado em: Sem categoria
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