CAVALOS ENTUSIASMADOS

Textos, fotos e filosofanças de Claudia e amigos sobre o mundo dos cavalos, e os mundos aos quais o cavalo nos leva.

03 03UTC mai 03UTC PM

Diário de Colina 2003 - Parte II

Meus caros,

 

Vejam os problemas que estou tendo com o blog Terra:

 

  • Dentro do blog, não posso formatar tipo de fonte nem tamanho do texto – é por isso que a primeira parte deste Diário de Colina saiu quase ilegível apesar de muitas tentativas; (tenho que fazer em Word, recortar, colar, etc, etc… L

 

  • O tamanho do texto permitido é mínimo, por isso tenho que soltar este post em capítulos;

 

  • Fotos demoram a carregar e não saem do tamanho que quero, e nem sempre as legendas aparecem;

 

  • Depois da atualização do post, a página demora a carregar, dá mensagem de erro, etc, etc… Neste post anterior, “Diário de Colina parte I”, reparem que não é possível enviar comentários…

 

  • Absurdo dos absurdos, este “novo” blog Terra não tem contador de acessos. Pensei que eu não soubesse localizá-lo, mas o SAC me informou que não havia mais contador, mesmo.

 

 

A razão pela qual estou escrevendo tudo isto aqui é porque, claro, escrevi tudo isso num mail ao SAC Terra, ao qual não recebi absolutamente nenhuma resposta. Talvez colocando aqui em público eles se sensibilizem. Neste ponto, apesar de ser fiel assinante Terra há seis anos, estou pensando em migrar para o blogspot ou similar. Não aconselho ninguém que esteja pensando em iniciar seu blog a fazê-lo no Terra. Caros amigos do Terra, se vocês estiverem lendo isto aqui, aconselho-os a fazerem um blog Terra vocês mesmos, e verifiquem seus níveis de irritação e frustração.

 

Na verdade, estou pensando em migrar os Cavalos Entusiasmados para outro lugar, mas por enquanto não tenho tempo para tanto. Por isso, peço aos leitores que tenham mais um pouco de paciência, inclusive quanto à legibilidade.

 

Enquanto isso, encontrem abaixo mais capítulos do Diário de Colina 2003. Provavelmente vou demorar menos a inserir os capítulos seguintes.

Abraços, boa semana a todos,

Claudia

 

………………….

 

 

 

Flanel e Claudia competindo em Colina no ano anterior (2002), com o incentivo de Alusio ao fundo

Flanel e Claudia competindo em Colina no ano anterior (2002), com o incentivo de Aluísio ao fundo

 

5a, 10.07.03

 

Quanto trabalho é investido numa pista de cross-country?  Quantas horas gastas em sua construção, na atenção aos menores detalhes, em todas as revisões, medições e numerações, na correção de todos os erros?

 

Não importa quão breve seja o espetáculo, que há provas e categorias em que apenas três ou seis cavaleiros desbravam os obstáculos construídos com tanta perícia e amor ao detalhe. O course-designer cria saltos novos, reforma os existentes, aproveita a natureza do terreno e os materiais disponíveis. Depois é preciso supervisionar a equipe que constrói os obstáculos, atentando a cada detalhe que represente um problema em potencial – altura irregular, piso perigoso, quinas, pontas, pregos, arames. Cavaleiros são designados para testar os novos obstáculos, verificando se as dimensões são as corretas, se as linhas e curva são saltáveis.

 

Agora, está na hora de embandeirar os obstáculos e medir a extensão final do percurso. De novo, é certo que haverá discussões e argumentos entre os concorrentes, erros do pessoal de manutenção, dúvidas sobre a regularidade e a adequaçao técnica de alguns obstáculos. Com toda a pompa e circunstância, o júri de campo (ground jury) será convidado a percorrer o trajeto, inspecionando “de lupa” e fita métrica cada um dos obstáculos. Enquanto isso, o chefe dos comissários e sua equipe (que somos nós) precisa se virar para distribuir a turma de fiscais ao longo das três pistas que serão disputadas – as provas de uma, duas e três estrelas, com respectivamente 18, 22 e 26 obstáculos. Por enquanto, temos apenas três fiscais confirmados – e este é um trabalho para o qual voluntários são difíceis de conseguir, pois ele se resume a ficar parado num lugar distante do resto do mundo, observando os cavaleiros passando por um ou dois obstáculos (em média um a cada seis ou oito minutos), sem ser possível ver o resto da prova. É um posto solitário, tomando sol e chuva ou o que mais São Pedro mandar, às vezes por quatro ou cinco horas a fio, recebendo um refrigerante quente e um sanduíche frio na hora do almoço.

 

 

Companheiros - a estrada ainda é longa…

 

A prova estadual, que está acontecendo hoje, serve como balão de ensaio para o internacional de sábado. O adestramento é seguido pelo  salto de picadeiro, e depois pelo cross. Nas categorias de base que hoje disputam, os obstáculos são uma versão miniaturizada das “casas” que aguardarão os concorrentes do sábado. Mesmo assim, a própria falta de experiência de alguns concorrentes e de outros tantos cavalos (pois também há a categoria cavalos novos, em que cavaleiros experientes estréiam suas novas montadas) rende momentos de emoção. Refugos na água e desvios em obstáculos técnicos são comuns, alguns cavalos são rápidos demais, muitos um pouco lentos. Os erros de percurso também acontecem, bem como uma única queda.

 

E nós, Aluísio e eu e todos os outros que estávamos montando aqui na Festa do ano passado, seguimos com os sentimentos divididos: que inveja dos cavaleiros! Que alívio por não termos que saltar aquele obstáculo cabeludo! Para mim, só há uma coisa pior que saltar um percurso de cross: não saltar o mesmo percurso de cross.

 

././././././.

 

No CCE do mundo todo, técnica e talismãs andam juntos

No CCE do mundo todo, técnica e talismãs andam juntos

 

 

 

 

 

criado por leschonski    19:35 — Arquivado em: Sem categoria
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